quinta-feira, 31 de março de 2011

Bunsen

Robert Wilhelm Eberhard Bunsen (30 March 1811– 16 August 1899) was a German chemist. He investigated emission spectra of heated elements, and discovered caesium (in 1860) and rubidium (in 1861) with Gustav Kirchhoff. Bunsen developed several gas-analytical methods, was a pioneer in photochemistry, and did early work in the field of organoarsenic chemistry. With his laboratory assistant, Peter Desaga, he developed the Bunsen burner, an improvement on the laboratory burners then in use. The Bunsen–Kirchhoff Award for spectroscopy is named after Bunsen and Kirchhoff.

in Wikipedia.en

quarta-feira, 30 de março de 2011

Leituras...

Descrito como a apresentação da elite que governa mais de metade da riqueza mundial.
Quem os legitimou?De onde vieram? Para onde vão? Porque é que Michael Geoghegan, ex-CEO da maior corporação financeira mundial, a HSBC Holdings plc, afirmou recentemente que "in the long term, it is the private sector that has to run society"? Luís Antunes é um insider e networker português desta mal conhecida "sociedade" de MBAs. Aluno do primeiro MBA português, o da Nova/Wharton School, foi um dos fundadores e primeiro Presidente da Associação dos ex-alunos MBAs. (www.fnac.pt/MBA-a-Elite-da-Gestão-Luis-Antunes/a347476 , 30 de Março de 2011, 13:10)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Saldos e Descontos..

Na aula de hoje conversou-se acerca da promoção de saldos e atribuição de descontos a medicamentos - temática polémica e interessante que penso podermos explorar um pouco mais neste nosso blog (temos de o dinamizar;) ! Como perceberam a minha opinião é: 1) a promoção de saldos traduz um incentivo/estímulo para aumento de vendas através do possível aumento de consumo de medicamentos -> colide directamente com o Uso Racional do Medicamento (como colega Susana referiu) e estou totalmente em desacordo! 2) a criação de descontos, desde que seja realizada dentro de certos intervalos e cenários que passo a mencionar, é no meu entender uma acção válida e com a qual concordo. Uma vez que não houve tempo suficiente para apresentar todos os meus argumentos, gostaria que ponderassem os seguintes cenários: a) o desconto não estimula o consumo ou aquisição de medicamentos por parte do utente; apenas pode direccionar o utente para determinada farmácia no momento em que é confrontado com a necessidade de realizar determinada terapêutica; b) o desconto pode constituir um elemento diferenciador na escolha da farmácia, mas compete a todos nós, Farmacêuticos, transformar esse motivo (que até pode ser o impulsionador da 1ªvisita à farmácia), em apenas mais um ( e nem sempre relevante), aliado à elevada competência técnico-profissional da equipa, à satisfação da necessidade cada vez maior de informação esclarecedora, ao desempenho com qualidade e de acordo com o nosso código deontológico. c) em tempos de crise, e sobretudo nas fracções populacionais com rendimentos inferiores ou quase inexistentes, um desconto em bens essenciais como os medicamentos e serviços é muito importante e relevante na adesão à terapêutica, impedindo o desenvolvimento de outras patologias mais graves -> Vertente Social significativa; defesa da Saúde Pública! d) e se fôr uma empresa a estabelecer acordo com farmácia (é o meu caso concreto), é um benefício, uma mais-valia que a direcção da organização está a atribuir aos seus funcionários, uma vez que os seus vencimentos encontram-se congelados ou foi eliminada a atribuição de prémios, devido à crise -> novamente Acção Social significativa! Da minha experiência, acordos estrategicamente elaborados há 1/2 anos com quadros maioritariamente jovens de empresas circundantes à farmácia, originaram uma fidelização desses funcionários, os quais reconhecem a farmácia como sendo extremamente profissional e à qual recorrem pela qualidade do Acto Farmacêutico prestado e não apenas pela parceria estabelecida, traduzindo-se num elevado consumo de produtos de iva 23% e MNSRM, sendo os MSRM uma parcela ínfima. e) acordos entre farmácias e Câmaras Municipais como na minha vila alentejana do Crato, para efectuar desconto na aquisição de medicamentos por parte de grupos específicos de doentes é válida e novamente promove a Saúde Pública do concelho! E o farmacêutico não é menos reconhecido, ética e profissionalmente, ou conotado de mais comercial, por efectuar desconto..sendo ainda mais reconhecido e valorizado. Da minha experiência concreta, considero que a atribuição de descontos em medicamentos e serviços nas situações acima referidas, não traduz um comportamento não ético do farmacêutico, não promove um desrespeito e um descaracterizar do bem específico e especial que é o medicamento! É reflexo da evolução (ou regressão?!) sócio-económica do país, apresentando uma forte componente social que não pode ser descurada ou ignorada! Agora, a fidelização do utente - questão fulcral actualmente para sobrevivência de farmácias - é uma área muito vasta em que podemos interferir de inúmeras formas, sempre valorizando o Acto Farmacêutico, sendo a questão do desconto menor quando comparada por exemplo com a qualidade (e determinação dessa qualidade) revelada pela equipa e pela sua intervenção activa, contínua, única, essencial e reconhecida junto da sociedade!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"... o caminho é em frente e para cima."

Os convencidos da vida. Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear. Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força. Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista. Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se? (...) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil. Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro. Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi. (Alexandre O'Neill, in "Uma Coisa em Forma de Assim")

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Olga, a cabeleireira

Foi após um exame PAGEFiano que o segredo da Olga saiu ao mundo, e desse misto de riso e pavor (ou não) da possibilidade de não acontecer só na Rússia mas também no país do tuga!! Agora a sério porque volta e meia vêm-me contas farmacocinéticas à cabeça sildenafil ou tadalafil para 48 horas?? Isso é uma caixa ou 2? Alguém prestou atenção a cinética? P.S.: Sei que o a minha primeira contribuição não é a mais fofinha mas não me contive :))

Amban, el gorila que camina erguido :)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Adeus Liedson

Ontem foi o adeus do grande Levezinho.... o empate do Sporting foi esquecido no final, no último adeus do peso pluma que humilhou adversários durante 7 anos, espalhou magia nos relvados portugueses e sem esquecer os 15 golos marcados durante esse tempo ao velho rival da mesma cidade. Momento inesquecivel, entre lágrimas e aplausos, angustia e tristeza, a fazer lembrar aqueles momentos em que a vida é revista em 5 minutos. Uma despedida, um adeus a deixar no ar que algo de bom vai acabar e que algo mau vai começar. Se já era mau o que havia, o pior ainda está para acontecer. Depois de 5 meses de PAGEF e de tantos conhecimentos adquiridos, não é preciso ser um Ás da gestão para se perceber que O Grande Sporting está afundado numa grave crise de Gestão Geral. Os Activos não são valorizados, o Passivo aumenta e os Resultados não aparecem. E no futebol ao contrário de outras organizações tudo acontece face aos resultados imediatos. Não há balanços anuais mas sim semanais. A satisfação do pessoal varia semanalmente, entre a titularidade e o banco de suplentes. Ou entre o salário de milhões e trilhões. Mas tal como o Prof. Pardal referenciou, a motivação nas grandes organizações é como D. Sebastião aparecer num dia de Nevoeiro. Aqueles que gostam daquilo que fazem gostam e trabalham todos os dias para se satisfazer, não necessitando de motivações extras. Enfim, um até já para aquele que nunca necessitou de uma motivação extra. Os estádio ficarão mais vazios. O príncipio do fim começa agora.... 31

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Almeida Garrett


Hoje, a ser vivo, o grande Almeida Garrett faria 212 anos! Garrett é um dos meus poetas favoritos, logo depois de Fernando Pessoa, e hoje ao entrar no motor de busca do Google este presenteou-me com uma ilustração com tal figura mítica portuguesa.
A saber ou recordar:

João Baptista da Silva Leitão de Almeida e mais tarde visconde de Almeida Garrett, (Porto, 4 de Fevereiro de 1799 — Lisboa, 9 de Dezembro de 1854) foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, Par do Reino, ministro e secretário de Estado honorário português.
Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do romantismo português, foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.

As palavras dele são muito mais valiosas que as minhas e como tal encerro o meu discurso e dou lugar a um dos mais famosos poemas da sua autoria (um doce para os mais românticos):

Anjo És

Anjo és tu, que esse poder
Jamais o teve mulher,
Jamais o há-de ter em mim.
Anjo és, que me domina
Teu ser o meu ser sem fim;
Minha razão insolente
Ao teu capricho se inclina,
E minha alma forte, ardente,
Que nenhum jugo respeita,
Covardemente sujeita
Anda humilde a teu poder.
Anjo és tu, não és mulher.

Anjo és. Mas que anjo és tu?
Em tua fronte anuviada
Não vejo a c'roa nevada
Das alvas rosas do céu.
Em teu seio ardente e nu
Não vejo ondear o véu
Com que o sôfrego pudor
Vela os mistérios d'amor.
Teus olhos têm negra a cor,
Cor de noite sem estrela;
A chama é vivaz e é bela,
Mas luz não têm. - Que anjo és tu?
Em nome de quem vieste?
Paz ou guerra me trouxeste
De Jeová ou Belzebu?

Não respondes - e em teus braços
Com frenéticos abraços
Me tens apertado, estreito!...
Isto que me cai no peito
Que foi?... - Lágrima? - Escaldou-me...
Queima, abrasa, ulcera... Dou-me,
Dou-me a ti, anjo maldito,
Que este ardor que me devora
É já fogo de precito,
Fogo eterno, que em má hora
Trouxeste de lá... De donde?
Em que mistérios se esconde
Teu fatal, estranho ser!
Anjo és tu ou és mulher?

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'